Varejo reage em fevereiro, mas restrições que seguiram devem derruba
image

Varejo reage em fevereiro, mas restrições que seguiram devem derrubar resultados no próximo mês

Em fevereiro, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, que pesquisa empresas varejistas com 20 pessoas ocupadas ou mais, o volume de vendas do Varejo Restrito brasileiro teve aumento de 0,6% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a PMC apresentou baixa de 3,9%. Em 12 meses, o varejo restrito brasileiro registrou alta de 0,4% no volume de vendas.

 

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação de 0,5%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de fevereiro do ano passado, houve recuo de 12,0%. Com esses resultados, o acumulado em 12 meses foi de – 2,3%.

 

No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, foi verificada alta de 4,1% ante o mês anterior para o Brasil (BR) e de 2,2% para o RS. Em relação a fevereiro de 2020, houve queda de 1,9% no país e de 9,0% no estado. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado em 12 meses -2,3% no país, e queda de 6,7% no Rio Grande do Sul.

 

Analisando os resultados por segmento do comércio gaúcho, é possível verificar uma grande heterogeneidade de desempenho. Segundo a PMC, frente a fevereiro de 2020, dos oito segmentos contemplados na pesquisa, sete tiveram resultado negativo: Combustíveis e Lubrificantes (-34,3%), Hipermercados e supermercados (-8,8%), Tecidos, Vestuário e Calçados (-25,5%), Móveis e Eletrodomésticos (-6,9%), Equipamentos de escritório e Informática (-33,6%), Outros Artigos de uso pessoal e doméstico (-12,2%) e Livros, jornais e papelaria (-57,8%). O único grupo que teve aumento foi o de Artigos Farmacêuticos e perfumaria (17,2%). No Varejo Ampliado, a atividade de veículos, motos, partes e peças registrou perdas de 10,8%, enquanto o segmento de materiais de construção apresentou aumento de vendas de 20,6%.

 

Apesar da reação do varejo na margem, a piora acentuada da pandemia com as maiores restrições à mobilidade devem derrubar novamente os resultados de março. No caso gaúcho, já na última semana de fevereiro medidas de restrição de horário ao funcionamento do comércio e dos serviços haviam sido impostas, com intensificação das medidas em março que implicaram boa parte do mês com o comércio não-essencial funcionando de portas fechadas. Em um cenário em que, além da ausência das medidas que suportaram a retomada do varejo em 2020, a inflação tem pressionado o orçamento das famílias e o mercado de trabalho segue fragilizado, o consumo das famílias fica restringido e, portanto, o movimento do comércio também. Nos meses que seguirão, a reação do setor, que deve contar em alguma medida com os efeitos do novo auxílio emergencial (mesmo que consideravelmente menor), deve responder às condições determinadas pelo avanço da imunização e as flexibilizações às restrições ainda vigentes.

 

Fonte: Fecomércio-RS

image